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"ASSALTO DISFARÇADO DE 'LIMPEZA'? EM CARAPEBUS, CERCAMENTO DE TERRENO EXPÕE ASSESSOR E ALIADO DE VANDINHO LEITE.

"ASSALTO DISFARÇADO DE 'LIMPEZA'? EM CARAPEBUS, CERCAMENTO DE TERRENO EXPÕE ASSESSOR E ALIADO DE VANDINHO LEITE.

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Um escândalo ganhou corpo em Praia de Carapebus, na Serra. Áudios que circulam nas redes sociais mostram integrantes da diretoria da Associação de Moradores admitindo ter cercado um terreno público sob o pretexto de realizar uma simples “limpeza”. A área, porém, não é qualquer lote: pertence à Prefeitura da Serra e está oficialmente destinada à construção de uma unidade de saúde — um equipamento vital para a comunidade.

O ato, já notificado pela administração municipal, levanta suspeitas de manobra. Afinal, cercar e ocupar patrimônio público não é gesto inofensivo: pode configurar desde esbulho possessório até ato de improbidade administrativa, além de crime contra o patrimônio público, previsto no Código Penal.

À frente da diretoria da associação está Anderson Muniz, ex-vereador e hoje assessor direto do deputado estadual Vandinho Leite. O silêncio dele e de seus pares não ajuda; pelo contrário, apenas amplia a desconfiança de que havia algo além da tal “limpeza”.

Em um dos áudios que circulam em grupos de WhatsApp, o sr. Adilson de Souza — notificado pela Prefeitura — afirma estar cercando o terreno com autorização do prefeito, da Secretaria de Saúde e do ex-vereador Anderson Muniz, dizendo que teria recebido a missão de cuidar da área. A fala gerou indignação entre diversos moradores.

Adilson e Anderson são aliados de primeira hora do deputado Vandinho Leite, que atualmente ocupa o cargo de líder do governo Casagrande na ALES.

A questão que paira é objetiva: tentava-se dar outro destino a uma área reservada à saúde da população? Se confirmado, não se trata de descuido ou erro administrativo, mas de uma afronta direta à lei e à moralidade pública.

O caso já desperta atenção de lideranças políticas e vereadores, que acompanham de perto os desdobramentos. Se não houver explicação rápida, clara e convincente, o episódio tende a migrar para os tribunais e, dependendo da apuração, pode resultar em ações cíveis e até criminais.

O município da Serra não pode assistir passivamente a esse tipo de artimanha. Cercar terreno público e chamar de “limpeza” é, no mínimo, um escárnio contra a inteligência da população. A sociedade exige respostas — e não aceita justificativas esfarrapadas.

por Max Pitangui

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